
A palavra parece obvia, mas eu posso garantir que a lógica não tem lógica nenhuma na maioria das vezes em que é usada.
Uma comparação rápida entre dois pontos de representação da palavra; de um lado a lógica nos Direitos Humanos de outro a lógica na Política Tributaria Mundial.
Nos Direitos Humanos a lógica é óbvia (raríssima e pouco utilizada) a grande sacada é a defesa da dignidade do ser humano, poder ir e vir, sem restrição de onde, como, com quem e que horas, direito a privacidade de correspondência (virtual ou não), de sua moradia quem entra e quem sai a convite seu e somente seu; e até dos resultados de seus exames, direito a não ser discriminado por nada, direito ao trabalho onde todo mundo tem por direito ter um serviço digno pra fazer mediante pagamento; direito a vida, direito a saúde; enfim já deu pra sacar que deste lado rola uma ética bacana do que é lógica de verdade.
Por outro lado e a contra partida vamos falar sobre a lógica da Política Tributária Mundial em suma (resumo) dinheiro (“que é bom, mas nós não have”).
Quando o assunto é dinheiro a lógica é simples, “máxima arrecadação pelo país, estado, órgão, entidade, fundo ou FMI que o junta” não importando da onde vem, importando menos ainda se vem a duras penas pra alguém ou a um grupo.
Exemplo: O imposto sobre produto industrializado (IPI, presente em cigarros, refrigerantes, carros e ate na cachaça atualmente, tudo mais que não seja manteiga da roça e possa se dizer “industrializado”) não importa se você tem dinheiro ou não pra pagar, não importa se vai te fazer falta ou não, não importa se você só tem 20,00 reais pra curtir o carnaval inteiro, e você decidiu comprar uma garrafa de cachaça pra ficar tranqüilo nos 3 dias, quando você passar no caixa com sua branquinha vai levar um susto grande, se ano passado você comprava da “bebível” por 2,00 reais no máximo, esse ano você paga 4,00 ou 5,00, é isso aí amigo cincão, e o foda, só sobra 15,00 pro cigarro que também já subiu por conta do imposto “ético e verde” (dizem eles- cenas dos próximos capítulos) e a passagem de ônibus ida e volta pros três dias com o preço a 2,00 cada, 4,00 por dia, 12,00 três dias, e aí você me pergunta: “Mas não dá!”, eu sei, todo mundo sabe, e quem cobra por isso sabe mais ainda, mas simplesmente não se importa com você comigo ou qualquer cidadão que quer ter o direito a encher o caneco no carnaval.
Isso por que estamos falando de cachaça, mas quando o assunto é petróleo, a grana em barril vale ate guerra sangrenta com apoio da ONU.
Como diria Ana Carolina e Seu Jorge:
“É isso aí...”
Postado por F. Macedo
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